The King of Fighters XI

Plataforma: Arcade

Por Mutenroushi

 

The King of Fighters XI

 

 

INTRODUÇÃO:

Nesta seção postaremos traduções da seção history do site oficial.

 


História Geral

Mukai, membro de uma misteriosa organização, obteve sucesso em quebrar o selo que aprisionava Orochi. E se aproveitando dessa confusão Ash Crimson roubou o poder do “Espelho Yata”.

Esses acontecimentos acabaram desencadeando no ferimento da anfitriã do torneio, Chizuru Kagura, e então o torneio foi forçado a fechar suas cortinas no meio do caos.

As estações mudam, o tempo corre, e mais uma vez a abertura do King of Fighters foi anunciada. Incluindo os novos rostos, a lista de participantes foi sendo revelada pouco à pouco.

Começando pelo retorno de Eiji Kisaragi, os estreantes são Oswald, B. Jenet, Duck King, Momoko e finalmente Elisabeth Branctorche. O que os esses guerreiros de grande treinamento buscam no maior torneio de artes marciais do mundo? Este que se encobre em segredos e intrigas mais do que nunca? Envolvendo-os o torneio promete ser o mais quente e agitado de todos.

No lado público KOF tem a aparência de um belo torneio de artes marciais. Mas atrás dessa face muitas vontades transitam. Que movimentos tomará a misteriosa organização que se auto-denomina “Aqueles vindos da terra anunciada”*1? Para onde foi o poder de Orochi que foi libertado?

Os Três Tesouros Sagrados que perderam um de seus lados conseguirá contra-atacar? E por fim, qual será o real objetivo de Ash Crimson?...

The King of fighters XI, aberto oficialmente. Agora, mais uma vez abrem-se as portas da batalha.

*1: nota – expressão estranha, talvez tenha outro significado.

Hero Team

Dublin, a capital da Irlanda.
É uma das economias mais inovadoras da Europa recente. Uma cidade antiga e moderna ao mesmo tempo.
Essa região foi coberta por geleiras há mais de 10 mil anos atrás, entretanto, o frio do inverno não é tão rigoroso assim graças às águas quentes do oceano... ou pelo menos não deveria...

Ash: "...Shen, seu mentiroso!"
Shen: "Eu só falei que não era TÃO frio quanto esperava, Ash."
Ash estava vestido com muitos agasalhos e se mexia para não congelar. Mesmo quando fresca, esta cidade tem temperaturas semelhantes à Moscou e Hokaido. Quando esfria, esfria de verdade.

Ash e Shen entraram na alameda da Rua Grafton. Há muitos bares e restaurantes na Irlanda, até mesmo nas alamedas. Mesmo vendo que existiam muitos bares pouco sinalizados por ali, eles escolheram apenas um e entraram.: Haviam exatas 10 mesas e balcões. Ainda não era entardecer, mas já haviam alguns clientes. Como um bar típico da Irlanda os clientes devem ser das redondezas, como se todos fossem vizinhos.
Em uma das mesas, havia um cavalheiro no começo da terceira idade que estava jogando baralho.

Shen: "Ash, será que é ele?"
Ash: "Talvez."
Ash: "Hey, você ai... Er... [As flores de Sam Rock desabroxaram?]"
O homem parou de jogar e olhou para Shen.
Homem: "... Parece que o senhor marcou um encontro com alguém".
O homem fez uma expressão um pouco suspeita...
Shen: "Tch! Não é ele! Foi mal aí tio"
Ash já estava sentado no balcão.
Ash: "Bem, eu adoraria uma cerveja preta... a não ser que tenha alguma coisa quente."
O gerente, que descascava batatas atrás do balcão, recebeu-o com um sorriso agradável.
Gerente: "O café irlandês é a melhor coisa nesses dias frios... Vocês são viajantes? Bem vindos a Dublin!"
Shen: "Yeah! Me vê um desses também."
Feito a base de uísque irlandês, açúcar, creme puro e café, o café irlandês era um coquetel quente. Logo o aroma preparado pelas mãos experientes tomou todo o bar.

Homem: "Se vocês tiverem um tempo sobrando, o que acham de um jogo?", convida o cavalheiro de momentos atrás enquanto corta as cartas.
Ao observar de perto era um homem com uma considerável estatura. Suas pernas e seus braços eram finos, mas bastante fortes. Embora demonstre uma grande classe, sua maneira de agir não chamava muita a atenção.
Shen: "He he, tá legal, vamos lá!"
Ash: "Shen, você realmente não consegue resistir à uma disputa, hêin?"
Shen: "Que tal Poker? Ops, esquece... vocês jogam mais Bridge por aqui, certo?"
Homem: "Isso é na Inglaterra. E então, quer jogar Poker? Sem problemas..."
Uma de cada vez, o homem distribuiu 5 cartas para cada um.
Homem: "Vocês podem apostar sempre que uma carta é distribuída... mas por enquanto vamos com calma: Abra o jogo, por favor"
Shen: "..........."
A expressão de Shen mudou logo de uma vez; ele começou a sorrir cada vez mais, com um ar de confiança. Ash também sorriu, só que era seu famoso sorriso de sempre. Juntos com o cavalheiro que estava com uma típica expressão de um jogador de Poker nato formavam uma estranha combinação.
Shen: "É claro que eu aposto!"
Homem: "... Eu desisto"
Shen: "Ah, por quê? Qual é?!"
Shen jogou suas cartas com desgosto sobre a mesa. Rei, 5, Rei, 5, 5.
Homem: "Sinto muito... Vamos à próxima rodada, então?!"
O homem recolheu as cartas silenciosamente.
Ash: "Shen..."
Shen: "Quê?"
Ash: "Você conhece a expressão de um jogador de Poker?"
Shen: "Não tira com a minha cara! É claro que sei!"
Ash: "Tudo bem, foi só uma pergunta!"
Depois de demonstrar a habilidade de um mágico com as cartas ele deixou que Ash cortasse o baralho no final. O som das cartas chegava a ser agradável.
Ash: "Você embaralha muito bem. Podíamos até pagar para poder ver você embaralhando desse jeito..."
Homem: "Não é preciso."
O homem começou a dar as cartas novamente.
Ash: "A propósito... [As flores de Sam Rock desabrocharam]?"
Shen: "Eí, Ash. Já perguntamos isso."
Homem: "[Se você esperar até a primavera, elas desabrocharão]"
Shen: "Hã?.... Eí você! Por que não respondeu pra mim?!"
Homem: "Abra o jogo."
Shen reclamou em voz baixa, e a cada carta que recebia, seu humor piorava.
Shen: "Tsh!"
Ash: "Shen..."
Shen: "A expressão de um jogador? Eu sei, o que me irrita é..."
Ash: "Isso fica para depois. Primeiro a disputa. Ah, eu aposto."
Shen: "Droga, não tem graça... Eu desisto"
Homem: "Pois eu dobro a aposta!"
O homem anunciou o dobro da aposta.
Entretanto, ele não dava sinais de pôr dinheiro nem moedas na mesa. As luzes do bar refletiam nos óculos coloridos e impediam a leitura de seus olhos. Talvez ele tivesse planejado este ângulo.
Ash: "Hm... então tá bom, eu também do~bro~"
Homem: "Dobro mais uma vez."
Ash: ”Pode-se dobrar a aposta duas vezes, certo? Então eu aposto mais uma vez~~"
Ash e o homem continuaram dobrando suas apostas, mas nenhum deles dava sinais de botar dinheiro ou tickets sobre a mesa.
Ao chegar neste ponto o homem deu alguns goles em um pequeno copo de uísque.
Shen: "Eí Ash, o que você está apostando?"
Ash: "Estou apostando se ele vai participar com a agente no The King of Fighters. Eu não tinha te contado?"
Shen: "Contou nada! Mas e se você perder, o que vai fazer?"
Ash: "Aí eu pago a recompensa dele de graça. Se eu vencer, eu ainda pagarei a recompensa, mas ele vai ter que entrar no KOF com agente."
Shen: "Mas seja como for, você não vai sair no prejuízo?"
Ash: "Se trata de trazer de volta a ativa um usuário de Carnefell que já tinha se aposentado há tempos, é o mínimo que posso oferecer."
Shen: “Carnefell?" Shen quis questionar o que significava aquela palavra que ele nunca havia ouvido antes, mas o jogo do cavalheiro não parou e não deu tempo para Shen continuar falando.
Homem: "Está pronto? Então... mostre suas cartas."
Shen se impressionou quando viu as cartas de Ash.
Valete, Dama, 7, 7, 7. Uma trinca!
Homem: "...parece que você me derrotou"
Ainda com suas cartas abaixadas o cavalheiro mudou sua expressão pela primeira vez e tomou os últimos goles de seu copo.
Homem: "Meu nome é Oswald. Aceito seu trabalho."
Ash e o inconformado Shen aceitaram o cumprimento de Oswald e apertaram as mãos.
O acordo estava feito.
Oswald: "Bem, precisamos conversar sobre os detalhes... Vamos para outro lugar"
Quando os três se levantaram, o gerente que estava desocupado se aproximou para recolher os copos vazios.
Ash deixou várias notas de dinheiro sobre a mesa.
Ash: "Muito obrigado chefe! Estava uma delícia. Mercy~"

Sobre a mesa as cartas de Oswald permaneciam viradas... Mesmo assim, ele vestiu seu casaco e foi embora.
Depois que os três homens saíram, a tensão que dominava o local desapareceu e tudo voltou ao normal. Foi quando o gerente virou as cartas que Oswald tinha. Ás de espadas, Ás de paus, Ás de copas. Três ases! O gerente curvou o pescoço em dúvida e se virou, descobrindo que Oswald apareceu novamente.
Oswald: "Com licença, acho que esqueci meu chapéu"
Oswald pegou o seu chapéu e o colocou. Ajeitou seus óculos com o dedo do meio e olhou para o gerente através do vidro. Um calafrio corre as costas do gerente.
Oswald: "Cuidem-se..."


Fatal Fury Team

Chang: “Viva o chefe Kim!”
Choi: “Torcemos por uma boa luta~~!”

Enquanto recebiam a vazia, para não dizer falsa, torcida de Cham e Choi, Terry e Kim esperam por uma pessoa no hall do aeroporto. É óbvio que até chegar a essa estranha combinação houve complicações.
Mai que estava brava por causa de um desencontro com o importante Andy, disse “Isso mesmo. É só nós dois NÃO participarmos este ano.” forçando assim férias durante o período do KOF. Joe Higashi também não participará pois escolheu um torneio de Muay Tai e festas. Para completar Griffon Mask que formou time ano passado já confirmou participação em outro time. Por um momento Terry esteve com problemas.
Quem surgiu despreocupado nesse momento foi o inconfundível Duck.
Duck: “Hey Terry! Tu mudou bastante a aparência, hêin?”
As roupas chamativas e os óculos escuros, o cabelo moicano e seu passo e ritmo próprios. O reencontro com Duck King, um homem um pouco famoso em Southtown, fez Terry se sentir como se tivesse avistado uma luz no meio da escuridão da noite.
Duck: “KOF? Ok, ok, esses dias eu tava mesmo ficando entediado~”
Após responder de cara as duas perguntas, a expressão de Duck chegava a ser misteriosa de tão tranqüila.
Duck: “Então, e sobre o terceiro? O KOF é para times de três certo?”
Terry: “Certo. Eu estava contando com uma coisa para isso mas...”

Terry diz que pretendia pegar emprestado um membro do Time Koreano liderado por Kim. No ano passado, por causa da participação de Jhun Hoom, Choi Bonge acabou de fora. Naturalmente ele pensou que a mesma coisa iria acontecer este ano.
Porém, Jhun não participará este ano deixando o Time Koreano certo com três participantes.

Duck: “Tch, tch. Ô Terry, então não é só convidar o Kim que tudo se resolve?”
Terry: “Seria muito bom ter o Kim no time mas acho que não vai dar.”
Duck: “Porquê?”
Terry: “Chang e Choi vão acabar sobrando. Eles também vêem treinando pensando no KOF, se nós entrarmos no meio seria muito cruel.”

Duck girou o pescoço exageradamente, com um ar de “aí, aí, esse cara não tem jeito”.
Duck: “Olha aqui Terry. Pensa direito.”
Terry: “?Hã?”
Duck: “Aqueles dois discípulos do Kim participam do KOF por vontade própria?”
Terry: “...”
Duck: “Certo?”

**

Chang: “Viva o Chefe Terry! Viva o Chefe Duck~~!”
Choi: “Sabemos que vão vencer!”

Com essa conversa encerrada, ao contrário do deprimido Kim, Chang e Choi estavam quase dançando de felicidade ao acompanhar o embarque de Terry e companhia.
Claro que da boca para fora diziam outras coisas:
Chang: “De vez em quando o Chefe Kim tem que se afastar da gente e pensar nas batalhas de alto nível!”
Choi: “Nós vamos fazer um treinamento intensivo para o próximo KOF!”
Mesmo escondendo seus pensamentos, não se esquecem de se comportar e continuam a torcer balançando bandeirinhas, mesmo depois que os três já entraram no avião.
Parece que eles ficaram um pouco espertos, então mesmo querendo, Kim não conseguiu encontrar nenhuma brecha para mudar a situação.

Terry: “Desta vez vai ser sem aula nem reabilitação? Kim, será que você não vai ficar meio insatisfeito?”
Kim: “Nada disso! HA há há ....”

O sorriso brilhante de sempre também perdeu a vontade e não brilha mais.
Desta forma não há como saber se ele consegue ou não dar 100% de si na competição...
Terry pensou num plano e se aproximou de Kim. Abaixou o tom da voz para que o Duck que estava sentado do outro lado do corredor não ouvisse.
Terry: Ei Kim, sobre o Duck... Vestido daquele jeito... como será o futuro dele?”
Kim: “...”
Terry: “Se pensarmos no futuro dele, será que aproveitar a oportunidade deste KOF para dar uma [reabilitada] não seria o melhor para ele?”
Kim: “Entendo... Talvez você tenha razão.”

Mesmo recuperando o ânimo, Kim ainda permaneceu de braços cruzados pensando. Duck que estava sentado no banco do outro lado se aproximou.
Duck: “Hey Kim, sobre o Terry... acho que ele não deveria continuar vagando por aí sem estabilidade pra sempre né? Como amigo eu ando preocupado sabe?”
Kim: “...”
Duck: “O único que pode dar uma [aula] sobre uma vida estável pro Terry é você Kim~?”
Kim: “Entendo... O que o senhor Duck diz também tem razão.”

Mais uma vez Kim recupera o ânimo. Os braços cruzados também ganham força.
Agora que ele ganhou um novo objetivo para mergulhar neste KOF, não há dúvidas que ele irá tomar ações imediatamente.
Levando Terry, Kim e Duck, o avião subiu aos céus de Southtown.

**

Choi: “...eles se foram.”
Chang: “É...”
Choi: “Aqueles dois não sabem nada do Chefe Kim, não é?”
Chang: “Nem um pouco.”
Choi: “Dá até pra esperar pra ver como eles vão voltar depois de serem reabilitados.”

Chang: “...”
Choi: “...”
Choi: “Mas vamos sentir um pouco de falta deles.”
Chang: “Verdade, mas só um pouquinho.”

Rival Team

Ladrão: “Mãos ao alto!”
Na sala de espera de um pequeno banco, um homem armado gritou.
Depois da surpresa os clientes moradores da região levantaram as mãos. Enquanto que um japonês loiro e um rapaz de cabelos negros se entreolharam e só então obedeceram.
Duo Lon(sussurando): “Tem certeza Nikaido?”
Benimaru(sussurando): “Seria fácil dar conta dele... mas ele está com uma escopeta. Vamos esperar ele mostrar uma brecha.”

Região sul da França, numa pequena cidade de quase mil habitantes.
Para se encontrar com uma certa pessoa, Benimaru Nikaido e Duo Lon visitaram este lugar, mas acabaram forçados a se fingir de indefesos temporariamente botando as mãos atrás das cabeças sem resistência. O Benimaru de sempre provavelmente acabaria com o assaltante de forma elegante e até com exibições desnecessárias, porém infelizmente não havia nem sinal de alguma mulher com menos de cinqüenta anos dentro do banco.

A cidade é apenas um pequeno vilarejo tipicamente francês. No centro uma igreja e pequenas lojas se seguem, há árvores pelas ruas e é fácil ver bois e cavalos dentro da cidade. Mesmo o banco possuía apenas quatro funcionários, o prédio era antigo e nada impressionante. Dentre os clientes tirando Benimaru, Duo Lon e provavelmente o ladrão, todos devem ser moradores da região.
Se não fosse pelo convite de “uma certa pessoa” fortemente envolvida com Ash Crimson, eles provavelmente nunca chegariam a por os pés nesta terra. Foi azar dar de cara com um assalto exatamente no banco do interior em que eles foram pedir informações sobre o caminho, mas para eles não chega a ser um problema muito complicado.

Ladrão: “Bo-botem as mãos atrás da cabeça e ab-abaixem no chão! Rápido!”
O ladrão está claramente agitado, abaixo dos olhos esbugalhados sua boca treme constantemente e fica virando a ponta da arma para todos os lados sem parar. Como dentro do banco não há ninguém gritando, a situação vai se desenrolando numa tranqüilidade misteriosa. Pelas janelas feitas de madeira que não combinam com um banco é possível observar um pequeno caminhão e gado passando ao lado. A luz do Sol nessa região do sul também era gentil até mesmo no inverno e chegava a ser estúpido a forma como ela sugava a atmosfera “deste lado” da janela.
Benimaru(sussurando): “Bem, o que eu vou fazer...?”
Forçado a se jogar no chão em posição vergonhosa ao lado de Duo Lon, Benimaru não estava apenas calmo: tinha confiança de sobra até para se divertir com aquela estranha situação estrangeira. Não há tantas pessoas capazes de se distrair com a paisagem de fora das janelas enquanto são tomadas reféns durante um assalto de banco.

Benimaru: “...”
Duo Lon(sussurando): “O que foi Nikaido?”
Benimaru(sussurando): “...é um cavalo.”
Duo Lon(sussurando): “Cavalo?”

Por uma das janelas passou um cavalo branco.

Benimaru(sussurando): “...não é um cavalo?”
Duo Lon(sussurando): “...é um cavalo.”

No cavalo branco há uma sela e uma moça montando.
Seu rosto estava numa posição alta, mas graças ao ângulo certo seus olhos se encontram com os de Benimaru e Duo Lon que estavam jogados no chão. Ela se endireitou sobre a sela, segurava com leveza a rédea e carregava um chicote de hipismo. Seu cabelo era curto e arrumado, seus lábios pintados e transmitia um óbvio ar de nobreza.
Era muito bonita, mas Benimaru não se sentiu à vontade, afinal ele estava no meio de um assalto à banco e esparramado no chão como um fraco, na situação de apenas seguir ordens. Podendo considerar essa como a pior maneira de se encontrar com uma garota, é hora de mudar o plano e virar a situação de forma bela e elegante. Porém no momento que Benimaru decidiu isso, exatamente essa cavaleira do cavalo branco entrou com cavalo e tudo pela porta da frente do banco. Do alto do cavalo ela apontou o chicote para o ladrão.
Mulher: “Eu lhe ordeno! Largue a arma e se renda!” se anunciou alto e claro.
Quem foi pego de surpresa não foi apenas o ladrão.
As vozes de espanto que surgiram em alguns segundos foram dos habitantes tomados como reféns: “É a Cavaleira Branctorche!” “É a Senhorita Elisabeth!”
O som das vozes transmitia a sensação de “já está tudo bem”, mas também era possível sentir pena do ladrão de banco nelas.
Ladrão: “Su-sua vaca! Não ta vendo esta arma não?!”

**
Benimaru: “Meus olhos ainda estão vendo um monte de vultos. E você está bem Duo lon?”
Duo Lon: “Tudo bem.”

Em um instante o assaltante foi controlado.
Não se sabe que método ela usou, mas um fortíssimo flash de luz surgiu na mão da mulher chamada Elisabeth e deixou o ladrão e todos no local cegos temporariamente.
Quando finalmente conseguiram enxergar novamente o ladrão já estava amarrado e derrubado no chão. Depois que o criminoso foi entregue a polícia que logo chegou, Benimaru e Duo Lon foram liberados.
Os testemunhos estavam sendo recolhidos na ordem, mas como não havia nenhum mistério no caso a burocracia não iria durar grande coisa.

Então na frente de Benimaru a moça chamada Elisabeth parou. Como quando estava sobre o cavalo, sua postura era ereta e ainda por cima era alta.
Benimaru se apresentou primeiro, apresentou Duo Lon e então continuou com seu linguajar descontraído de sempre.
Benimaru: “Mesmo sabendo que era para capturar o ladrão e portanto não havia outra escolha, eu gostaria que você dissesse pelo menos um “foi mal” pra gente.”
Elizabeth: “Se tem alguma reclamação...” Elisabeth disse naturalmente: “Se tem alguma reclamação, por que antes de se rebaixar e encolher no chão você não se levantou e tentou usar os punhos?”
Benimaru: “Ei ei. Aí também não né? Nós estávamos pensando é na segurança dos reféns em primeiro lu...”
Elizabeth: “Da boca para fora pode-se dizer o que quiser.” rebateu rápido a fala de Benimaru.
Elizabeth: “Então, passar bem aos dois. Duo Lon e Benimaru Nikaido, tiveram a gentileza de vir até aqui, mas infelizmente a Família Branctorche não se alia a covardes. A conversa terminou.”

Assim que terminou, se virou 180 graus e foi deixando o lugar em linha reta.
Benimaru assobiou baixo.
Benimaru: “E depois de chamar a gente até a França? Que arrogância hêin...? Mas eu também gosto desse tipo de mulher!”
Duo Lon: “Espere.”
Duo Lon chamou Elisabeth que se retirava à passos rápidos. Uma atitude rara para ele que sempre foi extremamente calado.
Duo Lon: “Ash Crimson adquiriu o poder de Yatã de Chizuru Kagura.”
Os pés de Elisabeth pararam.
Elizabeth: “...”
Duo Lon: “Então você sabia mesmo.”
Elizabeth: “Você é que investigou bem. Podemos dizer que você é digno de ser um dos sobreviventes da Hizoku (Flying Brigands)."
Elizabeth: “Ouvi dizer que o vilarejo do Hizoku foi destruído por “Ron” o Chefe do Clã, mas mesmo assim...”
Aqui, Benimaru interrompeu.
Benimaru: “Agora é a minha vez de perguntar: Kusanagi, Yagami, Mukai e Orochi. Você já deve ter ouvido falar desses nomes certo? Nós participamos do KOF do ano passado. Sabemos de coisas de que você não sabe.”
Elizabeth: “...entendo. Ouvirei sua história.”
Benimaru: “Apesar desse ser o ponto mais importante desde o começo, eu gostaria de saber: Você poder formar um time com a gente no KOF?"
Elizabeth: “Decidirei depois de ouvi-los. Ji*!”
Um senhor de idade que estava cuidando do cavalo do lado de fora do banco se aproximou fazendo uma referência.
Elizabeth: “Eu irei na frente. Guie eles até a mansão.”
Ji: “Sim, senhorita.”
Elizabeth: “Então, vejo-os mais tarde. HÁ!”
Terminada a frase ela rapidamente se ajeitou no cavalo branco, acertou uma chibatada e correu como o vento. Uma visão inusitada para o século XXI.

Ji: “Ela tem o hábito de ser um tanto áspera, mas não entendam mal por favor.”
O homem chamado de Ji se desculpou no lugar de Elisabeth.
Em suas mãos ele tinha duas rédeas, e obviamente no final delas dois cavalos.
Ji: “A mansão fica após a colina a diante. Não se preocupem pois os cavalos sabem o caminho. Fiquem a vontade.”
Junto com o “fiquem a vontade”, Benimaru e Duo Lon observaram novamente os dois puro sangues.
Benimaru: “São cavalos”
Duo Lon: “...Cavalos.”

Ao final do dia os dois chegaram junto com os cavalos à mansão Branctorche... andando.


Ikari Team

Sob a chuva constante que caia sob o cemitério, algumas dezenas de militares devidamente uniformizados estavam reunidos.
O caixão e a profunda cova para ele estavam prontos, e todos ouviam a leitura de uma passagem da bíblia.

Ralph: “Enterro é um negócio que dá desgosto não importa quantas vezes participamos.”
Sussurrou Ralph com a voz quase sumindo sob o barulho da chuva.
Clark: “Especialmente quando for de um mercenário.” Clark sem os óculos escuros também revelava uma expressão triste.
Com tantos anos de convívio, Ralph compreende claramente o que o companheiro queria dizer.

O homem que “deveria” estar no caixão tinha 59 anos.
Se tivesse tido uma vida normal, deveria ter esposa, filhos e até netos. Estaria na idade de se aposentar e pensar em si mesmo.
Mas na realidade mesmo nesta idade ele trabalhava com munições e vagava pelos campos de batalha pelo mundo. Não tinha família, mas mesmo que tivesse acabaria largando a casa constantemente. Ou por influência do coração enrijecido pelas batalhas iria logo se separar e acabar numa vida solitária.

E então como encerramento, a última cerimônia da vida chamada enterro acaba sem nenhum participante o qual, com a exceção do padre, não seja militar.
Agora esse padre fechou a bíblia e deu a palavra ao militar responsável.

Militar: “Em nome da heróica alma do valente soldado Jean Oldgate.”

Certamente era a voz de alguém que lamentava a morte de um igual. Mas havia a impressão de que já tinha experiência nisso; quantos homens ele já teria enterrado até este dia?

Militar: “Continência!”

Num ritmo único, sem atrasos ou erros, todos os presentes com a exceção do padre levantaram suas mãos direitas. Incluindo Heidern, Ralph, Clark, Whip e Leona que estavam na primeira fileira.
Na mão esquerda de Whip havia pequenas flores brancas.

Dentro do caixão foram colocados apenas os reconhecimentos ao falecido e essas flores brancas. Ele gostava e costumava andar com essa flor antes da morte. Quanto ao corpo, foi despedaçado em batalha e não pôde ser recuperado.

Terminada a continência, começaram a jogar a terra sobre o caixão no fundo da cova. A terra molhada era pesada e fazia um grande barulho cada vez que caía sobre o caixão. Logo esse trabalho também acaba e os militares vão se afastando um após o outro.

Heidern: “Ralph e Clark, tenho que falar com vocês.”

Um homem de tapa-olho vestido num uniforme de primeiro escalão chamou por Ralph, Clark e então Whip.

Heidern: “Como continuação da ultima missão, vocês irão participar deste KOF. Obviamente isto é uma ordem.”

Era o que todos previam, porém o não envolvimento de Leona era estranho. Será que...?

Heidern: “O indivíduo que apresentou-se como Mukai não é um dos próprios Hakeshu de Orochi. Isso está claro.”

Após contrariar a preocupação de Ralph, Heidern continuou com um “porém”.
É quase certo que eles pretendem usar os poderes de Orochi de alguma forma. Provavelmente libertar o selo do Orochi no torneio passado foi o primeiro passo bem sucedido para esse objetivo.
Influenciada por esse evento, Leona temporariamente perdeu controle de si mesma. Traze-la de volta a sanidade foi um tanto que cansativo.

Mas havia mais uma coisa com o que se preocupar.

Whip: “Instrutor, sobre algo que talvez venha a se relacionar com esta missão...”
Heidern: “O que foi?”
Whip: “Sobre o dirigível gigante que reportamos na missão exatamente anterior à entrada no torneio passado, pensei se alguma informação sobre ele não tivesse sido confirmada.”
O mercenário de tapa-olho respondeu sem nenhuma alteração de expressão ou voz.
Heidern: “...continua sobre investigação.”
Whip: “Entendo. Como era um objeto muito singular estive preocupada.’
Heidern: “Quando soubermos de algo informaremos, agora vocês devem se concentrar na nova missão.”
Whip: “Sim, senhor.”
Heidern: “A equipe de infiltração será formada por Ralph, Clark e Whip. É tudo.”

Enquanto Heidern se afastava, os três permaneceram de pé e imóveis.
A primeira a abrir a boca foi Whip.
Whip: “Tenente, coisas raras também acontecem mesmo.”
Ralph: “Tipo?”
Whip: “O Comandante Heidern acabou de mentir para nós.”
Ralph: “...e daí?”
Whip: “E daí o que?” Whip disse sem esconder o desagrado.
“Seremos nós que iremos arriscar nossas vidas na infiltração e na investigação. Se não forem fornecidas as informações necessárias, quem vai encarar esse risco não seremos nós?”

Ralph: “Menina do Chicote, você sabe o nome da flor que você tem aí na mão?”
Era a ultima flor que sobrou do buquê. Chamada de Kobushi no Japão, uma flor grande do tipo moclen.
Whip: “Magnólia.”
Ralph: “A “palavra flor” (palavra-chave) é confiança. Á quantos anos você acha que eu e o Clark convivemos com o Instrutor? Ele não disse por que considerou que não havia essa necessidade. Só isso.”
Whip ainda quis dizer algo mas conseguiu por pouco segurar suas palavras.

Clark: “Mas apesar de tudo...” Clark que havia mantido o silêncio até aquele momento sorriu por baixo dos óculos escuros.
Clark: “Ouvir flores da boca do Tenente, hêin?”

**

Enquanto se afastava do terreno do cemitério, Heidern chegou a ouvir vagamente as risadas dos três soldados.
Desta vez Heidern deve ser encarregado de comandar provavelmente um pequeno batalhão governamental. Era verdade que sentia o peso da responsabilidade, mas a origem de sua preocupação estava em outro lugar.
Heidern(sussurrando): “Adelheid... Era esse o nome do rapaz se não me engano.”
Num canto um pouco afastado, está Leona.
Uma calada menina mercenária que nem tenta arrumar os cabelos azuis molhados pela chuva.
Heidern(sussurrando): “Quem está sofrendo com um destino imposto pelo sangue não é só você...”


Garou Team

B. Jenet, líder do grupo de piratas Ciline Knights, decidiu pela participação no King of Fighters, torneio que sempre oferece uma grande recompensa financeira e um encerramento misterioso.

Uma das maiores corporações mundiais foi fundada na família Bonne. E sua única filha é Jenet. Porém não deve existir alguma outra filha rica que não se adapte tão mal quanto ela à uma vida tranqüila e sem preocupações. Apesar da boa criação, suas atitudes são definidas e executadas sempre na hora. Ela já tinha selecionado os dois outros membros.
Um solitário lutador de kung-fu e um wrestler.

**

Jenet: “Alõ~~ você é o senhor Gato, estou certa?”
Gato: “...e se for?”
Era um homem de expressão dura e ares chineses que fazia todos os transeuntes se desviarem. Encarar os olhos agressivos de Gato é como ter uma lâmina desembainhada apontada bem na frente do nariz, minimizando todas as palavras que a pessoa queira dizer... pelo menos para as pessoas com percepções comuns.

Jenet: “Eu queria que você entrasse comigo no KOF~”
Sem aparentar nenhuma embromação, Jenet propôs:
“A recompensa dividiremos em três: 60%, 20% e 20%. Gastos pessoais serão responsabilidade de cada um. E para ir ao estádio posso deixar você usar o submarino do Ciline Knights, que tal?”
Gato: “...”
Jenet: “Aíaí~, então dividimos tudo igualmente e tudo está resolvido!”
Gato: “Saia da frente pirralha.”

A esta altura as pessoas que passavam já começaram a se preocupar com Jenet que não dava atenção aquela atmosfera pesada. De uma forma ou outra não parece que a conversa vá rumar de forma pacífica daqui para frente.
Jenet: “Aí~~~ Nem com isso? Então que tal...”
Gato empurrou Jenet à força para fora de seu caminho e foi andando. Mas mesmo assim a postura de Jenet não muda. Jenet: “Que tal informações sobre o seu papai?”
Os passos de Gato cessam.
Gato: “Você...O quê quer dizer? Até onde você sabe de mim?”
Jenet: “Ahrrã! Você não deveria subestimar a coleta de informações dos Ciline Knights!”
Apesar do que diz, mais da metade dessa conversa era falsa. Uma vez que Gato viaja a procura do pai que é seu inimigo, ele próprio questiona as pessoas por onde anda. Qualquer um que investigasse um pouco descobriria facilmente seu objetivo, o problema está a partir deste ponto. Aí que entra a força do blefe.

Jenet: “Já ouviu falar do estilo Kyokugen?”
Entre os interessados em ates marciais, deve haver poucos que nunca tenham ouvido falar desse nome.
Um estilo de karatê puro que sempre surge entre os favoritos no KOF que é aberto todos os anos. Especialmente Takuma Sakazaki, que não conhece o desgasto mesmo após ter passado dos 50 anos de idade, é um homem um tanto famoso. E outro boato que todos os entendidos em artes marciais de SouthTown estão discutindo é que esse mesmo Takuma foi atacado por um misterioso homem e como resultado ainda agora continua vagando entre a vida e a morte.
Gato: “Então ele só tinha reputação... ou será que?!”
Jenet: “Eu não sei da verdade, mas se você me ajudar eu posso investigar pra valer esse assunto, hêin?”
Gato: “...”
Jenet: “Não é uma má proposta, é? Informações do papai mais recompensa dividida em 40%, 30% e 30%, certo?”

**

Jenet: “...então é isso, não posso contar os detalhes, mas vou ter que participar do KOF com esse homem violento e assustador. Chuif, chuif.”
Griffon: “Hum, isso é problema. Mas então o que você deseja de mim?”
Estão no vestiário dos wrestlers, logo após o término da luta. Apesar do espaço bastante amplo, somente a presença do Griffon Mask e seus 215 cm de grandeza fazem a sala parecer apertada e abafada.
Claro que é uma área proibida para os não envolvidos, mas com Jenet abraçando um buquê de flores e encenando a fã dedicada foi até fácil conseguir passagem até aqui.
Jenet segue encenando com os olhos cheios de lágrimas.
Jenet: “Eu também sei um pouco de artes marciais, mas...”
“Tímida e fraca como sou, só participar do mesmo time que o Gato já é complicado, imagina então conseguir prosseguir vencendo no KOF? Preocupada com isso nos últimos dias os alimentos não passam pela minha garganta nem consegui dormir direito.”
Jenet: “Nesse momento eu vi a figura valente do Passarinh... quer dizer Griffon Mask que luta pelas crianças sem nunca depender de golpes ilegais e fiquei emocionada! Pensei que essa pessoa talvez possa me ajudar!”
Como um monte músculos, Griffon Mask estava com os grossos braços cruzados ouvindo e então inclinou-se positivamente: “Entendi a situação, eu ajudarei.”
Jenet: “Hêin? Tão fácil assim?”
Griffon: “Disse alguma coisa?”
Jenet: “Na-não é nada!”
Griffon: “O KOF é conhecido por oferecer grandes premiações financeiras. Há tempos gostaria de criar uma ala Griffon para que as crianças possam assistir minhas batalhas de graça.”
Jenet: “É-é mesmo? Então que tal a recompensa for 60%, 20% e 20%?”
Mais uma vez Griffon se inclinou positivamente: “O dinheiro não é a questão: É o coração!”
Satisfeita por atingir seu objetivo, Jenet também se inclinava positivamente: “Certo, certo!”
Griffon: “Mas se puder aumentar um pouco a divisão, tenho certeza que conseguiremos maior apoio aos órfãos.”
Jenet: “...”
Griffon: “Mas também não peço demais, afinal vocês também devem ter muitos gastos.”
Jenet: “...entendi. Tá bom, a divisão fica 40%, 30% e 30%. Mas mais que isso não hêin?”

**

Marujo 1: “ÁH! Capitã! Bem vinda de volta!”
Marujo 2: “Como foi Capitã? Gato e Griffon Mask estão do nosso lado?”
Jenet: “...”
Marujo 1: “O que foi? Eles recusaram?”
Jenet: “Nisso não teve problemas, só que...”
Marujo 2: “Só que?”
Jenet respondeu direto: “O mundo está cheio de surpresas. Tohoho~.”


Art of Fighting Team

Takuma: “Sinto muito Yuri, se eu não estivesse neste estado...”
Yuri: “Prometemos não falar sobre isso, certo Papai?”
Takuma: “Meu único lamento é não ter visto o rosto da terceira geração do estilo Kyokugen... uh cof cof!”
Robert: “Não se esforce demais Mestre.”

Já faz um bom tempo que Takuma Sakazaki foi atacado durante a abertura do KOF passado.
Como desgraça pouca é bobagem, durante a abertura do torneio deste ano a companhia Garcia colocará em andamento um importante projeto, tornando até a participação de Robert Garcia impossível.
Desse jeito até a participação de Ryo e Yuri tornou-se impossível.

Takuma: “Então é isso. Será que você poderia nos ajudar?... cof cof”

Como a voz vinda do telefone parecia muito fraca, King segurou um buquê de flores e correu para o hospital, pensando até mesmo na pior das hipóteses. Porém, ao chegar na hora da visita a situação parece meio estranha.
Takuma que deveria estar hospitalizado à quase um ano está com a cor da pele estranhamente boa e os músculos não dão nenhum sinal de atrofiamento. A Yuri que o Takuma disse ter emagrecido de cansaço por cuidar dele também parecia bem.

King: “Be-bem, de qualquer jeito eu trouxe flores, fique com elas.”
Takuma: “Sinto pelo trabalho, King... mas quando essas flores murcharem minha vida também.”
Yuri: “Não fraqueje papai!”
Takuma: “Aah... Finalmente eu acabarei sem ver o rosto da terceira geração do Kyokugen...”

Nesse momento uma enfermeira que passava pelo corredor parou e falou pela porta:
Enfermeira A: “Ora, senhor Sakazaki, o que foi hoje?”
Takuma: “E? Ah... na-nada de especial...”
Enfermeira A: “Ora ora, justo o senhor Sakazaki que é sempre tão saudável, que engraçado.”
Takuma: “Na-na-não é bem assim!”
Yuri: “É-é isso mesmo! Isto é... bem.... Isso! É o último brilho da vela prestes a apagar!”
Robert: “Isso mesmo! O Mestre não está fingindo nem nada!”

A enfermeira ainda quis dizer algo mas Yuri e Robert empurraram-na para fora.

King: “Vocês hêin?...”
King fechou os olhos e balançou a cabeça.

Enfermeira B: “Senhor Sakazaki~~ é hora do seu check up.”
Chegou uma outra enfermeira.
Robert(sussurrando): “Mais que droga! Porque será que ficam aparecendo enfermeiras uma atrás da outra?”
Yuri(sussurrando): “Deve ser porque estamos num hospital!”

Atropelando a vontade de Robert, a enfermeira foi direto ao Takuma e pôs-lhe um termômetro na boca sem cerimônias.
Enfermeira B: “Aliás, senhor Sakazaki.”
Takuma: “Sim? Cof cof”
Enfermeira B: “Parece que ultimamente um dos pacientes não anda satisfeito com a quantidade da alimentação e tem fugido para as lojas da rua da frente, será que o senhor não sabe de nada?”
Takuma: “Não faço nem idéia. Cof cof”
Enfermeira B: “Parece que essa pessoa usa uma máscara de Tengu *1 para disfarçar o rosto, mesmo assim não sabe de nada?”
Takuma: “Na-não...”

O paciente de camisola hospitalar e máscara de Tengu parece ter uma incrível capacidade física: dizem que ele pula com facilidade o portão de 2 metros de altura do hospital e sempre pede um macarrão soba no restaurante.
O resultado da medição foi 36º5´, o normal do normal.

**

King: “...e foi assim minha visita.”
Ryo: “Foi mal King! Foi mal mesmo! ...Aquele pai idiota com aquela irmã idiota mais aquele tigre idiota!”
Enquanto chamava toda sua família de idiota sem hesitar, Ryo abaixava a cabeça para King.
King: “Não tem mais problema. Em vez disso: e você? Continua escravo do treinamento?”
Ryo: “Hã? ...Bem, mais ou menos. A aula acabou agora há pouco, então já é hora de eu me treinar.”

Livre das brigas, o dojo tinha um certo ar de sagrado.
O piso esfregado até brilhar a perfeição.
A madeira em perfeito estado nos objetos.
Os uniformes arrumados até para uma missa.
E o ar calmo e silencioso.

King: “Então? Na verdade como ele está? Já que está hospitalizado deve ter algo de ruim certo?”
Ryo: “Sobre os ferimentos que sofreu quando foi atacado logo após o torneio passado? Aquilo foi mais por causa das velhas cicatrizes que abriram, então ele se recuperou rápido e logo ganhou alta. Desta vez ele foi apenas fazer um acompanhamento.”
King: “Acompanhamento?”
Ryo: “Meu pai já está com idade. Fiz ele ficar uma semana no hospital para exames, colesterol, fígado, um monte de coisas. Bem, graças a isso acabei passando uns dias bem tranqüilos.”
King: “Se ficar com tempo livre demais pode acontecer a mesma coisa novamente hêin?”
Ryo: “...nisso você tem razão.”

Acabada a conversa, o silêncio começa a ferir os ouvidos. Num momento Ryo começou a mover os olhos de um lado para o outro em busca de assunto.

Ryo: “Be-bem, é verdade que o meu pai não está com a saúde perfeita, e parece que o Robert não poder participar do KOF também não é mentira. Só eu e a Yuri fica faltando, e acho difícil levar algum dos alunos.”
King: “Então o que vai fazer?”
Ryo: “Este ano vou desistir. É uma boa oportunidade: eu já estava pensando que era hora de me preparar para suceder oficialmente o dojo.”
King: “...Fum...”

Pelas janelas todas abertas, o vento soprou.

King: “Ryo, você chegou no “Kyokugen*2”, certo?”
Ryo: “Hêin?’ King: “Este não é o dojo do estilo Kyokugen? Pensei que você já tivesse alcançado a força do Kyokugen.”
Ryo: “Imagina King!” Ryo disse: “O caminho das artes marciais é longo e profundo, eu ainda não passo de um palhaço. Ainda há montes de treinos e combates que devo experimentar...”

King: “Então lute. Nem parece você. Não há tantos torneios do alto nível do KOF sendo abertos por aí.”
Ryo: “Mas quanto aos membros...”
King: “Ryo, agora você só precisa dizer “nos ajude” sem cerimônias.”
Ryo: “...Tem razão. Foi mal King, conto com você mais uma vez.”

**

Yuri: “A King é muito esperta. Mesmo minha encenação perfeita não funcionou.”
Takuma: “Nesse ritmo eu vou acabar sem ver a terceira geração do Kyokugen de verdade...”
Robert: “Eu já disse que não precisa se preocupar com isso Mestre! Pode deixar que eu e a Yuri nos encarregamos da terceira gera-árgh!”
Enfermeira B: “Senhor Sakazaki! Nada de soco frontais no leito!”
Takuma: “De qualquer forma vamos nos concentrar no próximo plano, vocês dois se aproximem.”
Yuri: “...”

Notas:
*1: Tengu é uma figura da mitologia japonesa, geralmente é representado por um rosto vermelho, demoníaco e com um grande nariz.
*2: Kyokugen significa “Limite máximo”.


Anti - Art of Fighting Team

À queda do estilo Kyokugen!
Com esse objetivo em mente, Eiji Kisaragi impôs a si um duro treinamento. Longe dos locais habitados, percorrendo o selvagem e correndo pelas montanhas, impôs dor ao próprio corpo.

Quanto tempo terá passado? Quando Eiji sentiu os resultados reais do treinamento ele finalmente desceu a montanha.
O palco para limpar sua honra da humilhação sofrida não pode ser outro senão KOF. E para entrar nesse KOF seriam necessários mais dois iguais a ele.
Eiji: “Sim, devem ser “iguais”.”
Eiji tinha confiança em sua própria força, mas já que KOF se trata de combates em grupo, ele precisava de aliados que não apenas fossem habilidosos, mas que tomassem o estilo Kyokugen como inimigo assim como ele... Em resumo eram necessários aliados que possuíssem o mesmo objetivo.
Eiji: “Se não for assim, posso ser pego desprevenido como da outra vez.”

O primeiro igual foi fácil pensar.
Usuária do estilo Todo e filha de Ryushiro*1 Todo, Kasumi.
Eiji logo encontrou Kasumi e explicou seu objetivo.

Eiji: “Se vencermos o KOF... não, se derrubarmos o estilo Kyokugen no KOF, esse feito certamente chegará aos ouvidos do Senhor Ryushiro.”
Kasumi: “Você tem razão! Entendi, se eu for de utilidade!”

Como esse era seu objetivo original, Kasumi aceitou facilmente a participação no KOF.

Kasumi: “Decidido isso, temos que verificar uma coisa.”
Eiji: “O que seria senhorita Kasumi?
Kasumi: “Precisamos descobrir se o boato de que Takuma Sakazaki foi derrotado por um homem misterioso é verdade ou não.”
Eiji: “Fum, impossível...”

Eiji pensou “AQUELE Takuma Sakazaki?” e não acreditou. Mas diferente do Eiji que esteve enfurnado nas montanhas nos últimos tempos, Kasumi que andou pela cidade chegou a ouvir esse “boato” três vezes.

Kasumi resolveu perguntar pela vizinhança do dojo do estilo Kyokugen.

Vizinha: “Sim, o seu Takuma foi atacado por um homem misterioso e está hospitalizado.”

A verdade veio à tona bem fácil. Após ouvir a dona de casa vizinha ao dojo, Kasumi se apressou ao hospital.

**

Takuma: “Sinto muito Yuri, se eu não estivesse neste estado...”
Yuri: “Prometemos não falar sobre isso, certo Papai?”
Takuma: “Meu único lamento é não ter visto o rosto da terceira geração do Estilo Kyokugen... uh cof cof!”
Robert: “Não se esforce demais Mestre.”

Kasumi(sussurando): “Po-por essa eu não esperava!”

Kasumi que se escondia na sombra do centro de enfermagem para verificar a situação ouviu uma verdade chocante: A vida de Takuma Sakazaki pode acabar até mesmo amanhã!

Kasumi: “O que eu faço? O que devo fazer? ...Papai vai ficar muito triste quando souber.”
Menina: “É só uma doença falsa.”
Kasumi: “Isso, uma doença falsa que afeta o cor... eh? Doença falsa?”
Menina: “Shiih! Tá falando muito alto!”

Diferente da Kasumi que achava estar se escondendo atrás do pilar naquela posição desconfortável, essa menina que falou com ela apenas encostou seu corpo de ares felinos na parede e se manteve discreta. Enquanto isso Kasumi atraía os olhos desaprovadores dos médicos e enfermeiros que passavam perto, mas como não havia ninguém que se preocupasse em pará-la... Porém a própria Kasumi não havia entendido nada dessa diferença.

Kasumi: “Se não me engano você é aquela que entrou no KOF passado com a Athena e a Hinako...”
Menina: “Isso! Malin! Prazer em te conhecer Senhorita Todo!~”

**

Eiji: “Então senhorita Malin, quer dizer que você unirá forças conosco?”
Malin: “É isso aí. Eu também estava procurando pessoas para lutar com o estilo Kyokugen. Foi bom encontrar vocês.”

Kasumi e Malin foram para uma casa de chá próxima ao hospital, chamaram Eiji e explicaram a situação e a ordem. Daí a própria Malin fechou o time. Esse foi o exato momento do nascimento do Anti-Kyokugenryuu team.

Kasumi: “Isso é bom, mas mudando de assunto, tem certeza sobre a doença falsa?”
Malin: “Eh? Certeza?”

Tem alguém capaz de ser enganado por aquela encenação de terceira categoria? Tudo bem com essa menina? Malin pensou e até disse essas palavras, mas conseguiu fechar a boca e sua voz ficou no linear do audível entre o inaudível.
Malin: “Eu investiguei, não tem erro.”
Malin pegou uma revista de variedades da estante da casa de chá e abriu na mesa. Nela havia um encarte sobre o próximo KOF que possuía retratos dos possíveis participantes da edição.

Eiji: “Hum... Então por que Takuma Sakazaki faria uma coisa dessas?...”
Malin: “Até aí eu não sei.”

Malin tirou uma caneta do bolso e começou a escrever algo na revista.
Kasumi: “É verdade! Malin, por que você quer derrotar o estilo Kyokugen?”
Malin: “Tiraram sarro do meu estilo! Sabe, eu uso armas escondidas*2.”
Eiji: “Fum, é para rir.”
Sob o rosto meio coberto, Eiji sorriu levemente.
Eiji: “Se não houver armas de fogo qual o problema? A luta é uma disputa que inclui armas. Reclamar de armas escondidas deixa Ryo Sakazaki ainda menor.”
Malin: “Ah! O irmão não, estou falando da irmã.”

Enquanto falava, Malin se mantinha ocupada rabiscando a revista. Na foto da Yuri ela rabiscou um X na testa e um grande bigode, parecia um desenho bem comprometedor.

Eiji: “Be-bem, todos tem seus próprios motivos para lutar. Pode ser breve, mas até o final do torneio seremos uma equipe única, de acordo?”
Kasumi: “Entendido. Em nome da honra do estilo Todo!”
Malin: “Ok~~ Pode deixar que desses aí a Malin aqui dá conta de tudo sozinha!”

Os três Anti-Kyokugen que se reuniram inesperadamente fácil.
Eiji Kisaragi não estava exatamente despreocupado com esse time extremamente diferente da ultima vez em que participou, mas apesar disso estava satisfeito.
As outras duas serviam apenas para completar o número. Se necessário ele está preparado para derrotar todos os inimigos sozinho.

Eiji: “Hu hu hu. Maldito Estilo Kyokugen... desta vez sim vocês vão pagar caro!”

Notas:
*1: Talvez o nome do Todo leia-se Ryuhaku.
*2: Armas escondidas: Anki, armas secretas que só são mostradas na hora do ataque.


MISCELÂNEA:

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